Amazonas na rota de investimento e a logística como a chave da porta
18 de setembro de 2026O Amazonas vive um momento decisivo para consolidar seu papel como principal polo estratégico de negócios da região Norte e na América Latina. Historicamente associado ao isolamento geográfico e a grandes distâncias, o Estado passa por uma reconfiguração de narrativa e o que antes era visto como barreira, hoje é interpretado por investidores como um mercado de alto potencial, com um parque industrial robusto, bioeconomia e uma janela geopolítica para conectar o Brasil ao Oceano Pacífico.
Para completar, o Polo Industrial de Manaus (PIM) segue como o coração financeiro do Estado, concentrando empregos, arrecadação, poder decisório e dados que mostram a força do modelo: apenas no primeiro trimestre de 2026, o PIM faturou R$ 58,26 bilhões, um crescimento de 2,24% em comparação ao mesmo período do ano anterior.
No centro dessa engrenagem econômica, contudo, há um apelo cada vez maior para transformações de infraestrutura necessárias para garantir o futuro da região. Não é à toa que um evento desponta como verdadeira divisor de águas nesse sentido. Trata-se da TranspoAmazônia, que na sua edição de 2027, envolverá Feira e Congresso Internacional de Transporte, Logística e Construção Naval.
De acordo com o presidente da Federação das Empresas de Logística, Transporte e Agenciamento de Cargas da Amazônia (Fetramaz) e idealizador da TranspoAmazônia, Irani Bertolini, é preciso se unir aos anseios do PIM. Afinal, entidades de classe já estruturam o chamado “próximo ciclo” da Zona Franca de Manaus que visa combinar o parque fabril existente com uma agressiva diversificação econômica.
Para Bertolini, enquanto o Polo Industrial de Manaus (PIM) segue como o coração financeiro do estado, concentrando empregos, arrecadação, poder decisório e dados que mostram a força do modelo, tendo apenas no primeiro trimestre de 2026 faturado R$ 58,26 bilhões, um crescimento de 2,24% em comparação ao mesmo período do ano anterior, uma outra alternativa que será levada para a próxima edição do evento TranspoAmazônia 2027. Será o Polo Naval de Manaus, que não será apenas opção econômica, mas também tecnológica e de continuidade a uma vocação natural da região.
FUTURO BRILHANTE
Segundo Bertolini, um dos pioneiros do transporte na Amazônia na década de 1970, a construção naval no Amazonas vive um momento único de expansão, com todos os estaleiros com uma grande demanda e alguns com encomendas já contratadas para os próximos dois anos.
“O Polo Naval de Manaus tem tudo para impulsionar um novo ciclo desenvolvimentista. Há muitos anos trabalhamos nesta proposta e o primeiro gargalo é encontrar uma área grande, próxima de Manaus, para abrigar todos os estaleiros, inclusive com capacidade para construir qualquer embarcação e também reformar navios de todo o mundo”, acrescentou.
É exatamente no cruzamento entre a pujança industrial e o desafio de transporte que a TranspoAmazônia 2027 se posiciona como o palco definitivo onde a região debate e negocia seu próprio destino. Após o sucesso estrondoso de 2026, com especialistas de 43 países, 15 mil visitantes, a edição de 2027 carrega a responsabilidade de chancelar soluções práticas para a região.
“O Amazonas não é apenas um lugar maravilhoso para se viver. É maravilhoso para trabalhar e investir, muito mais que o Sul e Sudeste porque aqui temos muita coisa a ser feita, muitas oportunidades e vai crescer muito com centenas de empresas que querem vir para cá. O futuro é brilhante e a TranspoAmazônia está no centro desta questão”, destacou Irani Bertolini.



