‘Atacar a Zona Franca de Manaus é atacar a economia do Brasil’, diz Tadeu de Souza

‘Atacar a Zona Franca de Manaus é atacar a economia do Brasil’, diz Tadeu de Souza

15 de junho de 2026 0 Por redação

Ex-vice-governador critica ataques ao modelo e reforça a importância da ZFM para a geração de empregos, atração de investimentos e preservação da floresta

Quando uma empresa da Zona Franca de Manaus (ZFM) perde competitividade, ela não vai para outro estado brasileiro; migra para países como Paraguai e México. O alerta é do ex-vice-governador Tadeu de Souza, que fez um alerta sobre o tema por meio das redes sociais nesta segunda-feira (15/06).

Tadeu criticou os recentes ataques sulistas contra as empresas do Polo Industrial de Manaus (PIM) e reiterou o seu compromisso com a defesa dos mais de 130 mil empregos gerados pelo modelo econômico. Para ele, a ZFM é estratégica não apenas para o Amazonas, mas para o país.

“Atacar a Zona Franca de Manaus é atacar a economia do Brasil. Quando uma empresa perde competitividade no Amazonas, ela não se muda para outro estado. Ela deixa o país. Com isso, o Brasil perde empregos, arrecadação, investimentos e espaço para os nossos concorrentes”, ressaltou Tadeu.

Em 2018, por exemplo, a gigante global Pepsi deixou o PIM e transferiu as suas operações para o Paraguai. A decisão ocorreu meses depois de o Governo Federal da época mudar a taxação do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) das companhias de refrigerante instaladas na ZFM.

Indústria que protege a floresta

Tadeu de Souza destacou ainda que a ZFM protege a floresta, gera oportunidades e fortalece a presença brasileira na Amazônia. Ao todo, o estado do Amazonas mantém 97% de área verde preservada graças ao polo industrial.

“A Zona Franca protege a floresta, gera oportunidades e fortalece a presença brasileira na Amazônia. Defender a ZFM é uma questão de interesse nacional. E isso exige rigor técnico, domínio do Direito e capacidade de articulação, e não discursos vazios”, finalizou.

O PIM iniciou o ano de 2026 com faturamento de R$ 18,28 bilhões em janeiro, segundo levantamento da Superintendência da Zona Franca de Manaus (Suframa). A autarquia projeta a instalação de 200 novas fábricas, o que deve gerar um aumento de 30% no número total de indústrias.

Foto: Divulgação