Obras sustentáveis viram tendência na construção civil, unindo eficiência, economia e responsabilidade ambiental
1 de abril de 2025Em alta no mercado, as obras sustentáveis caracterizam-se pela adoção de práticas que minimizem os impactos ambientais

As obras sustentáveis, que utilizam materiais ecologicamente corretos, vêm ganhando força na construção civil e se consolidando como uma solução que alia eficiência, economia e responsabilidade ambiental. Em alta no mercado, as obras sustentáveis caracterizam-se pela adoção de práticas que minimizem os impactos ambientais, sociais e econômicos, em todas as fases, desde o projeto até a demolição ou reutilização e execução.
O arquiteto da construtora TecObras, Emanuel Gonzaga, cita, entre as soluções que integram o binômio sustentabilidade e eficiência, o uso de materiais recicláveis, sistemas de captação de água da chuva, paineis solares fotovoltaicos (dispositivos que convertem a energia do sol em eletricidade) e o método construtivo steel frame, que utiliza perfis de aço galvanizado e reduz o consumo de concreto e tijolos.
“A adoção de práticas sustentáveis não necessariamente encarece o projeto. Quando planejadas desde o início, soluções como steel frame, iluminação em LED, captação de água e orientação solar podem reduzir os custos de operação e manutenção, além de oferecer um retorno financeiro a médio prazo. Sustentabilidade não é um luxo. É uma estratégia inteligente”, ressalta Gonzaga.

O arquiteto destaca que um dos maiores equívocos é tratar a sustentabilidade como um acréscimo ao projeto. “O segredo é não deixar a sustentabilidade para o final. Ela deve moldar cada etapa do projeto, desde a escolha do terreno até os acabamentos”, aconselha. Emanuel Gonzaga também comenta que acabamentos sustentáveis, como tintas à base de água e revestimentos cerâmicos de baixo impacto, reduzem emissões e preservam a saúde.
O arquiteto da TecObras também compartilha dicas práticas para quem deseja construir ou reformar de forma sustentável. Ele recomenda investir em projetos integrados, aproveitar a iluminação natural e a ventilação cruzada, além de optar por tecnologias de reaproveitamento de água e energias renováveis. Gonzaga reforça que pequenas escolhas podem fazer a diferença e reduzir custos a longo prazo.
“Priorize soluções de baixo custo e alto impacto, como por exemplo, instale cisternas para captação de chuva, troque vasos sanitários por modelos de duplo acionamento (economia de 50% na água), substitua lâmpadas por LED (redução de 80% no consumo), adote janelas amplas para iluminação natural. Essas são algumas opções que valem a pena a longo prazo”, explica Gonzaga.
Fotos: Divulgação